quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Mexican Car – Parte II – O Retorno (a oficina, ehheheh)

Hoje foi o segundo dia que iríamos arrumar o carro, pois ontem como eu disse para vocês o mexicano começou a trabalhar no carro, mas o tanque não tinha conserto, então a solução era trocá-lo.

Já comecei meu dia bem, ou mal, não sei. Na verdade eu não entendo esse povo daqui, para mim só pode ser muito burro porque não tem lógica. Ontem quando o mexicano me trouxe aqui em casa, nós combinamos dele me pegar hoje de novo às 9 horas da manhã. Tive uma péssima noite, quase não dormi, mas as 9 horas da manhã eu estava pronto, sentado no sofá aqui de casa esperando-o. Meia-hora depois eu resolvi ligar para ele, porque ele estava muito atrasado, queria saber o que estava acontecendo. Liguei e não há de ver que o BANANA estava me esperando aqui na porta de casa já tinha 20 minutos. Fiquei sem entender, porque se fosse eu, eu teria batido na porta daqui de casa e pronto, tinha economizados 20 minutos. Mas ele ficou esperando eu lá de fora, como se eu fosse adivinhar que ele tava lá. Não entendo esse povo. No mínimo ele devia ter me ligado, mas tudo bem.

Quando fui lá de fora, já fiquei tenso, tava ele e TODA a família dele dentro da van MAIS o cachorro. Fiquei louco, para que toda aquela familiarada dentro da van mais o cachorro, é ilógico, eu não tava acreditando. Tinha a esposa na frente, uma menininha de uns 4 anos atrás e do meu lado uma outra menininha catarrenta de uns 2 anos para atormentar minha vida MAIS o cachorro que ficava me lambendo e subindo em cima de mim o tempo todo. É foda, sofro demais.
Saímos, fomos em várias oficinas em várias cidades aqui perto, até que depois de inúmeras ligações e umas 2 horas depois que a gente tava andando, o mexicano achou um tanque num lugar ai. Mas não sei que que deu na cabeça dele, ele queria me cobrar o tanque, falou que a gente tinha que rachar, que não sei o que, fiquei louco na hora, ele tava mechendo no bolso praticamente, fiquei enfurecido, e imaginem, aquele tante de gente dentro do carro mais um cachorro em cima de mim e eu tentando dialogar com o mexicano meio que em espanhol meio que em inglês, foi aquela beleza. Mas chegamos num consenso, eu pagaria 30 dóllares para ele trocar o termostato também mas só daqui uns dias.

Tanque compro, voltamos para a oficina. Graças a Deus, eu tinha me livrado daquele cachorro infernal que tava desorganizando minha vida, que locura. Agora minha outra briga seria contra o frio, porque a garagem era congelante, minha sorte que eu tava preparado para ir para a guerra com aquele tanto de roupa, ehehehhee.

A porte “interessante” (para vocês) vem agora, porque estamos lá naquela garagem novamente, eu sentado na caixa de som, o mexicano debaixo do carro trocando o tanque (detalhe, pra mim ele é ninja, eu tava com 6 blusas e 3 calças e 3 meias, 2 luvas e toca e ele tava só com um moletom fininho, EU tava sentindo frio para ele, fiquei doido), ele deitado no chão em cima de um estofado, eu atrás dele observando ele trocar o tanque, ele com aquela bundona horrorosa virada para o meu lado que de repente eu escuto um: BRUUUMMMMMMMMMM, quase dei um ataque cardíaco na hora e morri lá, fiquei completamente alucinado, eu não tava acreditando, para mim eu estava sonhando, ou melhor, tendo um pesadelo, mas em poucos segundos meus sentidos olfativos me disseram o contrário, realmente eu estava acordado e envolvido num cheiro de peido de mexicano com mistura de gasolina no chão, vocês não tem noção, sai correndo para fora da garagem, tava nevando demaissssssssssss, mas preferi enfrentar o frio do que aquele cheiro horroroso que eu nunca tinha sentido na vida, credo, quase me matou. Fiquei uns 5 minutos lá de fora, quando eu tive a certeza que meu nariz tinha congelado eu voltei para dentro. Olhei e ele tava lá, tranquiiiiillllloooooo mechendo debaixo do carro, sem nem mostrar um pingo de vergonha na cara. Eu queria matar ele, tem lógica, o cara soltar um peido quase que na minha cara e não falar nem desculpa ou sei lá, mostrar um pingo de vergonha, anão, não tenho estrutura para aguentar uma coisa dessas não, vir para os EUA trabalhar em Subway, caminhar um milhão de horas para chegar no trabalho, encarar frio, neve e um monte de coisas até que vai, agora encarar um peido de mexicano eu não mereço isso não.

Passado alguns minutos, to lá distraído, sentado novamente na caixa de som, prestando atenção no serviço dele, desta vez ele ta do lado do carro, longe de mim, que eu escuto um: BRUUUMMMMMMM RUMMMM RUMMMM novamente. Anão, que locura, o cara devia ter comido merda estragada com pimenta mexicana, não tinha lógica, eu não merecia aquilo não, que que eu tinha feito, meu Deus. Realmente cheguei a conclusão neste dia. Estava aqui nesse país para pagar todos os pecados que eu cometi na minha vida, certeza. Novamente, corri para fora, fiquei mais um tempo lá, nariz congelado novamente, volto para dentro da garagem.
Depois destes episódios, passou alguns minutos e ele tinha terminado o serviço, graças a Deus, eu tava doido para sair correndo daquela garagem, tava com mais vontade de correr do que o Forrest Gump. Ele abriu a garagem, tirou o carro, me entregou a chave, e eu só dei um TCHAU, HASTA LA VISTA e Byeeeee. Fuizzzzzzzzz. Vazei. Nem falei de dinheiro, nem de termostato, nem de nada. Você tá é doido, que belo presente de Natal que eu ganhei heim, Deus me Livre.
Bom, voltei para casa, agora parece que o carro está bom, vamos fazer os testes nele amanhã se o tempo ajudar. Acho que depois de hoje posso tocar todo o terror que eu quiser na minha vida que eu to com pecado pago sobrando, só pode.

Bom, no mais foi só isso, voltei aqui para a casa, dei uma descansada e agora a noite vou lá no Pine para comemorar o Natal com a galera lá. Me convidaram para uma festinha, acho que vai ser boa.

That`s it. Bye bye, see uuuu.

4 comentários:

Ciro Ribeiro disse...

Hahaha. Cara.....deve ter sido guaca mole....caramba, comi isso uma vez e realmente, dá efeito colateral. Agora, do jeito que você narrou aí o buraco foi beeeeeem mais embaixo.

Felicidades por aí!
Abração

Rosy disse...

filho que horror , ninguem merece....essa de mexicano deve ser bomba atomica.... tome cuidado...sai fooooora ...bjs mamae

Gabriel disse...

Kkkkkkkkk cara eu morro de rir com as suas historias velho esse mexicano é um viado velho ehehhehe cara que merda, ta vendo falei para ti não aprontar aquelas coisas é Deus te castigando eheheheh cara abranção eheheh

Ricardo disse...

Grade Murilão!!!!

Pontiac Grand AM!!! Não deu pra identificar, mas 4 ou 6 cilindros?

Bom, aquele tradicional "kit carro antigo" é uma boa: Garrafa de coca-cola com gasolina (vai saber se esse marcador tá legal), mangueira, cabo pra fazer ligação direta de bateria (carro automático não pega no tranco, vc sabe).

Parabéns pela máquina, hehehe...

Um excelente ano novo!!!