quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O Mistério das Bolachas Intermináveis

Hoje vou falar um pouco sobre o consumismo americano, sobre os tamanhos e quantidades extra, extra, extra grande daqui (como eles falam écstra, écstra, écstra...), que realmente é algo que tem me impressionado bastante.

Desde o dia que eu cheguei aqui, eu tenho visto as pessoas consumirem, consumirem, consumirem e consumirem, cada vez mais, cada dia com tamanhos maiores, algo impressionante de se ver. Antes de tudo já ressalto que estou escrevendo sobre essas coisas hoje, pois é um dia estratégico, mais na frente vocês irão descobrir o porquê, heheheh. Meu segundo dia em Dells foi o dia em que sai com minha empregadora para comprar roupas para o frio e um pouco de comida aqui para casa, coisas para café da manhã, essas coisas. A cidade aqui como já ressaltei é pequena, porém larga e gira em torno de um grande hiper mercado, Wal Mart, ele é o responsável por abastecer todos os habitantes de Dells e seu entorno, além dos estrangeiros que aqui habitam como eu. O supermercado daqui é gigante, de colocar qualquer Carrefour ou o próprio Wal Mart de Goiânia no chinelo, é impressionante o seu tamanho e a variedade de coisas que se encontra lá, coisas inimagináveis é capaz de se achar naquelas prateleiras, de roupa íntima a isca de pesca, acredito que se acha de TUDO lá, até super-herói descartável se brincar, você consegue um, hehehe. O problema é que é o único lugar da cidade de se comprar as coisas, aqui não existe pequenos supermercados ou mercearias de bairro como geralmente existe no Brasil, se eu precisar de um fósforo, preciso ir ao Wal Mart comprar.

Mas voltando, neste meu segundo dia aqui em Dells, estava eu e minha empregadora lá e eu estava morrendo de fome, doido para comer alguma coisa, já era mais de 3 horas da tarde e eu não havia comido nada naquele dia e ela me levou no Wal Mart. Entrando a boca já encheu de água, pois comidas diferentes é o que não falta. Porém a inexperiência e o medo de comprar o supermercado inteiro devido a fome, eu resolvi comprar poucas coisas, apenas para os primeiros dias mesmo (até mesmo porque naquele dia eu ainda não tinha noções de distância desta cidade). Foi ai que comprei um pacote de 24 latas de Pepsi (6 dóllares), 1 batata parecido com a Rufles (porém o tamanho é écstra, écstra, écstra, famoso tamanho família, cerca de 3 dóllares), 3 batatas pringles (1 dóllar o pacote) e um pacote de bolacha (também tamanho família, cerca de 2,50 dóllares). Realmente pouca coisa. Só um inocente e banana como eu que poderia achar pouca coisa. Ah, tenho que ressaltar uma passagem que foi muito engraçada. A fome era tão grande e eu já estava indo para o caixa (estava sozinho nesta hora, porque minha empregadora estava nos caixas me esperando) eu passo do lado de uma pizza écstra, écstra, écstra, grande, tamanho família, como tudo que vemos lá, ahhh, a boca na mesma hora encheu de água, o preço era super agradável (7 dóllares apenas), pensei: “Fechou, tenho pizza para uma semana! ehuahuahhau”. Lá vai eu feliz da vida para o caixa e de longe eu vejo a minha empregadora vindo em minha direção balançando a cabeça e dizendo um monte de coisa enrolado que eu só consegui entender mais ou menos assim: “Essa pizza não cabe no forno microondas do seu dormitório, vou devolvê-la”. É mesmo, precisava assar a pizza, uahauhaua, e era tãããããããããooooooo grande que não cabia no forno, eu tinha me esquecido desse pequeno detalhe. Fui embora sem a pizza, porém satisfeito com as coisas que tinha comprado.Em três dias eu tinha comido um pouco mais da metade das pringles e já não agüentava mais ver aquela batata, o pacote família eu nem tinha mexido ainda e as bolachas (Argh) já não agüentava mais vê-las. E eu não podia jogar aquelas coisas fora, afinal, existe muitas criancinhas no mundo passando fome (pensamento de todo gordo) e devido a isso não se pode jogar comida fora, tem que comer, Meu Deus, o que eu faria com aquelas coisas. Foi ai que eu tive a brilhante idéia. Na época o Bruno não tinha chegado ainda, eu mandei uma mensagem para ele, falando que o estava esperando e que eu já tinha até comprado comida, que era pra ele não se preocupar, que se ele chegasse com fome, teria o que ele comer, essa era minha esperança de acabar com essas coisas. O Bruno chegou, comeu uma ou outra coisa e não conseguia ver mais aquelas coisas também.

Bom, com muita luta, sacrifício e uns molhinhos de se colocar em batata frita (que eu roubei no Burguer King daqui, hehehhe, sou muito mal =) eu consegui acabar com as batatas a uns dias atrás. Mas as bolachas. O meu Deus, que bolachas. Eu já não consigo mais olhar para estas bolachas. Já tive até pesadelos com elas. É sério, toda vez que eu abria a geladeira para pegar uma Pepsi (que por sinal eu tomei a última hoje com a ajuda do Bruno) eu via aquelas bolachas na minha frente, vez ou outra eu até arriscava comer alguma, mas hoje, realmente não dá mais, não consigo nem mais sentir o cheiro. Mas eu não posso jogá-las fora, Meu Deus, e as criancinhas, como eu faço??? Foi ai que eu tive a brilhante idéias, heheheh (sou um gênio, já contei para vocês? Hehehe). Amanhã chega meu segundo roommate, meu amigão lá de Goiânia, Milton, estou aqui um pouco por causa dele, pois foi o grande incentivador de eu fazer este programa junto com ele, porém eu vim primeiro. Voltando, amanhã ele chega, nesse exato momento ele está no avião, por isso o momento estratégico de eu estar escrevendo isso hoje, ele não verá minhas palavras. Uma hora destas ele está comendo aquela comida horrível de avião e eu já estou até imaginando ele chegando aqui amanhã, morrendo de FOME, EEEEEEEEEEEEEEEEEE \o/, vou falar: “Meu amigo Miltão, estava a sua espera, que bom que chegou, eu até comprei comida (auhauhauhauuahha), tem umas bolachinhas ali pra você (uhuahuahua – isso é eu rindo na minha cabeça pois na hora estarei muito sério, como sempre, ehehhehe)”. Esta é minha última esperança de acabar com aquelas bolachas, se ele não o fizer, as criancinhas que vão ter que me perdoar, mas realmente não tenho estrutura mais para comê-las.

E isso tudo é culpa de quem? Quem? Quem? Do consumismo americano e da má influência que eles tem feito sobre mim, afinal de contas, sou um cara ingênuo e indefeso, perdido neste país e, além de tudo caio na tentação deste consumismo incontrolável. O meu Deus, Salve a América, pois ela está perdida, ehehhehe!!!Bom, no mais é só isso. Conto para vocês depois sobre a gula do meu amigo, auhauhaaua.

Bjos e abraços para os respectivos.

7 comentários:

Ricardo disse...

Fala Murilão, meu velho!

Essa história foi sensacional, curti demais o suspense de só ter contado sobre as bolachas agora, por causa do seu amigo chegando aí, hehehehe...

Se continuar nesse ritmo, este blog vira um livro bem legal.

Abraços, fique com Deus e tudo de bom aí!

Walter disse...

Murilo... se continuar assim e vc pegar esse embalo de comer, comer, comer,... vc vai acabear comendo é sua empregadora. Bom proveito.

Gabriel Ferreira disse...

kkkkkkkkk velho vou fazer um filme as bolachas assasinas do Murilo ehehehehhehe velho que isso esse pais tudo é big big big tenho que ir para ai velho eu adoro comprar e compensar comprando eheheheh velho boa sorte ai espero que esteja gostando fica com Deus, sabe que to aqui torcendo muito por vc ehehhe

MILTON ALVES disse...

Porque eu nao li este post antes de chegar aqui...rsrsrsr
Mas ainda faltam 4 bolachas...rsr

Dani disse...

Murilooo!!
To ADORAAANNNDDOOO isso aqui!
já add nos meus favoritos!
continue postando suas aventuras...serve como incentivo!!!!

bjoss e mtaa sorte p vc ai!
aproveite tudo!

Lukas disse...

Meu Murilooooooooooooooooo!!!!
Eu tmb ODEIO essas bolachas!!!! caraca cada compra era um pacote pra nos 3...mas so de lembrar ja me da um embrulho no estomago credoooooo....deixa eu te contar, nos tmb compramos essa pizza ecstra big ai heheheheheh
resultado, chegamos la todas felizes pra assar e nao coube realmente no micro,...ai aSSAMOS ela em 2 partes, (a gente tmb é mto esperta como vc) heuheuehue
q massa, to adorando o blog...
bjs
Aline

Ana Lídia disse...

Pra te falar a verdade...eu fiquei supresa com esse Murilo cômico que eu conheci no seu blog.
Na verdade eu ADOREI!!!!!!
Até acho que combina mais com vc!!
Eu fiquei tão entusiasmada a cada relato, que eu pensei: Pq meu amigo não escreve um livro?!
Poderia se chamar: "Sonho Lúcido - Relatos de um viajante. Sei lá, título é o que não vai faltar. Mas vc tem todo o jeito pra escritor. Vou continuar acompanhando sua estória por aqui.
Fica com Deus!!!
da sua amiga de sempre: Ana Lídia